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sexta-feira, 14 de março de 2014

My god - Jethro Tull

Existem musicas que tratam sobre temas misticos. uma destas musicas é My God da Banda Jethro Tull. não consegui postar o video ou o audio da mesma mas fica a letra e a tradução para que possam ver o quanto eles abordavam o misticismo.
 
 
Oh people - that have you done -
locked Him in His golden cage.
 Made Him be end to your religion -
Him resurrected from the grave.
 He is the god of nothing -
if that's all you cans see.
 you are the god of everything
 He's inside you and me.
 So lean upon Him gently
 and don't call on Him to save you
 from your social graces
 and the sins you used waive.
 The bloody Church of England -
in chains of history -
requests your earthly presence at
 the vicarage for tea.
 And the graven image you - know - who -
with His plastic crucifix -
he's got him fixed -
confuses me as to who and where and why -
as to how he gets his kicks.
 Confessing to the endless sin -
the endless whining sounds.
 You'll be praying till next Thursday to
 all the gods that you can count.
 
Tradução:
 
Oh pessoas - que você tem feito -
trancou-o em sua gaiola dourada.
O fez ser o fim de sua religião -
Ele ressuscitou do túmulo.
Ele é o deus do nada -
se isso é tudo que você latas de ver.
Tu és o Deus de tudo
Ele está dentro de você e de mim.
Então magra sobre Ele gentilmente
e não o invocam para salvá-lo
das suas graças sociais
e os pecados que você costumava desistência.
A sangrenta Igreja da Inglaterra -
em cadeias de história -
solicita a sua presença terrena em
a paróquia para o chá.
E a imagem de escultura, você - sabe - quem -
com Sua crucifixo de plástico -
Ele tem o fixo -
confunde-me a respeito de quem, onde e por que -
a forma como ele recebe seus chutes.
Confessando o pecado final -
a lamentar-se sem fim parece.
Você estará rezando até a próxima quinta-feira para
todos os deuses que você pode contar.
 
 
 
Um final de semana Abençoado a todos.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Tifão ou Tífon



Tifon é o deus da seca, mas não se pode nem um pouco compara-lo em poder com um deus, ele é uma criatura extremamente cruel e poderosa, tão poderosa que todos os deuses fugiram ao vê-la.
Hesíodo descreveu Tifon em um texto :


Tifon era tão alto que a sua cabeça batia nas estrelas, os braços enormes bloqueavam os raios do sol, e carvões em brasa saíam da sua boca. Havia um dragão de cem cabeças com línguas escuras em seus ombros, e dos seus olhos labaredas dardejavam. Sons estranhos provinham dessa cabeças. Algumas vezes os deuses podiam entendê-los facilmente, mas em outras pareciam os berros de touros enfurecidos. Às vezes, rosnavam como leões, no momento seguinte, como cachorrinhos.






Na mitologia grega, Tifão (ou Tifon, Tifeu) é uma criatura considerada tanto um deus quanto um monstro. Era filho de Gaia e Tártaro. Escritores helenístico identificam Tifão com o Seth egípcio, e estudiosos religiosos identificam-no com o Arcanjo Sandalphon.

Junto à sua esposa Echidna, foi pai de vários dos monstros que povoam as aventuras de heróis e deuses gregos, como o Leão de Neméia, combatido por Hércules, a Hidra de Lerna ou a Esfinge, na fusão com os mitos nilóticos, dos cães Ortros e Cérbero. Hesíodo descreve-o assim: 


"As vigorosas mãos desse gigante trabalhavam sem descanso, e os seus pés eram infatigáveis; sobre os ombros, erguiam-se as cem cabeças de um medonho dragão, e de cada uma se projetava uma língua negra; dos olhos das monstruosas cabeças jorrava uma chama brilhante; espantosas de ver, proferiam mil sons inexplicáveis e, por vezes, tão agudos que os próprios deuses não conseguiam ouvi-los; ora o poderoso mugido de um touro selvagem, ora o rugido de um leão feroz ; muitas vezes — ó prodígio! — o ladrar de um cão, ou os clamores penetrantes de que ressoavam as altas montanhas."



Descrição



Tifão era o último filho de Gaia, e após a derrota de seus irmãos Gigantes, Gaia pediu-lhe para vingá-los, assim como seus outros irmãos, os Titãs.Tifão é muitas vezes identificado como a personificação do terremoto. Ele morava numa gruta, cuja atmosfera envenenava com vapores tóxicos.



Era tão grande que sua cabeça tocava os astros celestes e suas mãos iam do Oriente ao Ocidente. Seus brilhantes olhos vermelhos levavam o medo aos corações de todos os que olhavam para eles Suas asas abertas podiam tapar o Sol, dos seus ombros saiam dragões, 50 de cada ombro ,no total 100. Ele era tão horrendo que todos o rejeitavam, até seus irmãos, os titãs. Sua boca cuspia fogo em torrentes, e lançava rochas incandescentes aos céus.


Na maioria das vezes descrito como o monstro mais terrível e poderoso das lendas, nenhum animal ou demônio era tão temido pelos deuses como Tifão na mitologia grega. 





A Luta contra o Olimpo









A fim de dar cabo à vingança materna, Tifão começou a escalar o Monte Olimpo provocando a fuga dos seus moradores todos; os deuses se metamorfosearam em animais e fugiram para o Egito (razão pela qual, segundo os gregos, esse povo dava aos seus deuses configurações zoomórficas). Apolo tornou-se um falcão (Hórus), Hermes um íbis (Thoth), Ares um peixe (Onúris), Ártemis uma gata (Neith ou Bastet), Dioniso um bode (Osíris ou Arsafes), Héracles um cervo, Hefesto um boi (Ptah) e Leto um musaranho (Wadjet). Apenas Atena teve coragem de permanecer no local e na sua forma humana.




Do Egito Zeus veio a se refugiar no Monte Cássio, na Síria, local em que enfrentou o gigantesco inimigo. Dali atingia Tifão com seus raios mas este consegue derrubá-lo e, com uma harpe, cortou-lhe os músculos dos membros e deles fazendo um pacote que guardou numa pele de urso. Os raios e os membros amputados foram confiados a Delfim - um dragão - no antro córciro, na Cilícia.



No ataque Tifão invocara todos os dragões que, tantos eram, escureceram o dia. Tendo perdido seus raios Zeus propusera a Cadmo que, disfarçando-se em pastor, fizesse uma choupana e, com o som de sua flauta, atraísse o monstro. Nonos assim registra o episódio: 


"Canta, disse-lhe ele, Cadmo; tornarás a dar aos céus a primitiva serenidade. Tifão arrebatou-me o raio; só me resta a égide; mas de que pode valer-me contra as poderosas chamas dos raios? Sê pastor por um dia e sirva a tua flauta para devolver o império ao eterno pastor do mundo. Os teus serviços não ficarão sem prêmio; serás o reparador da harmonia do universo e a bela Harmonia, filha de Marte e de Vênus, será tua esposa."


Atraído pela música, Tifão se aproxima; Cadmo (ou Hermes, conforme a versão do mito) finge estar assustado com os raios e o monstro, para acalmá-lo, deixa os relâmpagos numa caverna onde Zeus, fazendo baixar uma nuvem para não ser percebido, recupera suas armas e músculos.


Após recuperar seus poderes, Zeus força Tifão a fugir para o monte Nisa onde as Parcas dão-lhe de comer, pois estava esfomeado, frutos que lhe diminuem a força. Ainda em fuga chega à Trácia onde pelo tanto do sangue derramado deu nome ao monte Hemos.


Ainda perseguido, Tifão foge para a Sicília e depois para a Itália onde Zeus, concentrando todas as forças, fulmina todas as cabeças do monstro, que cai morto sob a terra. Em outra versão, Zeus lança Tifão de volta para o Tártaro, e joga o Monte Etna em cima dele, para sempre prendendo-o sob o seu peso. Sendo um monstro cuspidor de fogo, acreditava-se que ele lutava constantemente para se tornar livre, causando terremotos e erupções vulcânicas cada vez que ele se movia..


Variação da Lenda



Alguns mitos afirmam que Tifão era filho de Hera, mas a melhor explicação vem de uma história onde Hera, em um acesso de raiva contra Zeus, vai até a presença de Gaia e Tártaro e suplica-los para criarem um deus mais poderoso do que Zeus. Assim, Tifão é criado e Hera recebe um pouco mais do que ela esperava.



Relação com outros mitos 



  • Hades, incomodado com as estranhas agitações do Etna provocadas por Tifão, saiu à superficie para ver o que ocorria, dando início assim ao episódio do rapto de Perséfone;
  • Cadmo, pela ajuda, fora presenteado por Zeus com a noiva Harmonia, para cujas núpcias acorreram vários deuses;
  • As nove filhas de Piero, rei da Macedônia desafiaram as Musas, ridicularizando a fuga dos deuses cobardemente disfarçados em animais, por medo a Tifão.








Descendência




Echidna, sua hedionda companheira, escapou da destruição. Ela era a única criatura que podia suportar a terrível aparência de Tifão, já que outras Titânides e deusas primordiais o rejeitavam. Ela se escondeu em uma caverna, protegendo a descendência de Tifão, e Zeus deixou-os viver, como um desafio para os futuros heróis. Os filhos de Tifão e Echidna são: 
  • Esfinge, monstro que levara terror a Tebas e derrotada por Édipo;
  • Ortros, cão de guarda do rebanho de Gerião, morto por Héracles;
  • Leão de Neméia, também morto por Héracles, foi transformado em constelação;
  • Hidra de Lerna, em cujo sangue Héracles embebeu suas setas para que seus ferimentos fossem incuráveis, após derrotá-la com ajuda de Iolau;
  • Cérbero, guardião da entrada do Submundo;
  • Quimera;
  • Ladon, o dragão que guardava o jardim das Hespérides, também morto por Héracles.



quarta-feira, 12 de março de 2014

Odin

Hoje vou falar do Deus supremo Nórdico, o equevalente a Zeus na mitologia Grega: Odin.
Acredito que a maioria ja deve ter ouvido falar sobre Odin, em livros e filmes. mas hoje vamos um pouco além. Odin ou Ódin (em nórdico antigo: Óðinn) é considerado o deus principal da mitologia nórdica. Seu papel, como o de muitos deuses nórdicos, é complexo; é o deus da sabedoria, da guerra e da morte, embora também, em menor escala, da magia, da poesia, da profecia, da vitória e da caça.
Odin morava em Asgard, no palácio de Valaskjálf, que ele construiu para si, e onde se encontra seu trono, o Hliðskjálf, desde onde podia observar o que acontecia em cada um dos nove mundos. Durante o combate brandia sua lança, chamada Gungnir, e montava seu corcel de oito patas, chamado Sleipnir. Era filho de Borr e da jotun ("gigante") Bestla, irmão de Vili e Vé, esposo de Frigg e pai de muitos dos deuses, tais como Thor, Baldr, Vidar, Váli e Loki.

Como deus da guerra, era encarregado de enviar suas filhas, as valquírias, para recolher os corpos dos heróis mortos em combate, os einherjar, que se sentam a seu lado no Valhalla de onde preside os banquetes. No fim dos tempos Odin conduzirá os deuses e os homens contra as forças do caos na batalha do fim do mundo, o Ragnarök. Nesta batalha o deus será morto e devorado pelo feroz lobo Fenrir,o qual ja falamos anteriormente, que será imediatamente morto por Vidar, que, com um pé sobre sua garganta, lhe arrancará a mandíbula.


Virtudes



O aposto de “pai da magia”, constante do Baldrs Draumar, confirmado no seu próprio depoimento do Hávamál (parte IV), descreve o seu próprio sacrifício: feriu-se com a lança e suspendeu-se numa árvore, onde permaneceu nove dias agitado pelos ventos; esta árvore é Yggdrasill, o freixo do mundo. Tudo isso visando à iniciação na sabedoria das runas, tendo até criado algumas delas, tornando-se senhor do hidromel da poesia, licor mágico que profere vaticínios.

Quanto ao elevado saber de Odin, relata-se que nem sempre foi assim, sábio e mágico poderoso; ávido por conhecer todas as coisas, quis beber da fonte da Sabedoria, onde o freixo Yggdrasill mergulha uma das raízes; mas Mímir, seu tio, o guardião da fonte, sábio e prudente, só lhe concedeu o favor com a condição de que Óðinn lhe desse um de seus olhos. Ele então encontrou na água da fonte milagrosa tanta sabedoria e poderes secretos que pôde, logo que Mímir foi morto na guerra entre os Æsir e os Vanir, lhe conferir a faculdade de renascer pela sabedoria: sua cabeça, embalsamada graças aos cuidados dos deuses, é capaz de responder a todas as perguntas que lhe dirigem. Após adquirir tantos conhecimentos, procurava depois revelá-los em duelos de palavras, em que aposta a vida e sai sempre ganhado. Além do mais, por várias vezes se dirige a profetisas e visionárias, pedindo informações estranhas, dando-lhes em paga ricos presentes.


Cultuação



Desse modo, vemos que Óðinn, na concepção do poeta édico, é criador da humanidade, detentor supremo do conhecimento, das fórmulas mágicas e das runas, invocado por ocasião das batalhas, durante os naufrágios e as doenças, na defesa contra o inimigo, e afinal em qualquer situação desesperadora. Altares se elevavam em sua honra.


Símbolos



Nas baladas da Edda, o deus supremo está em ligação com símbolos, emblemas e certos elementos adequados às diversas circunstâncias em que aparece. Assim, no Valhöll (Valhalla), tem o seu grande palácio onde recebe e aloja os guerreiros mais valorosos, e em outro dos seus três salões em Ásgarðr (Asgard), o alto Valaskjalf, senta-se no trono Hlidskialf, de onde é possível enxergar o mundo inteiro e acompanhar todos os acontecimentos da vida. A seus pés, deitam-se os dois lobos Geri e Freki, símbolos da gulodice, que o acompanham em suas caçadas e lutas, alimentando-se dos cadáveres dos guerreiros. Nos seus ombros estão os dois corvos Munin e Hugin, a sussurrar-lhe o que viram e ouviram por todos os cantos. Quando se encaminha a uma batalha, o que é freqüente, usa armadura e elmo de ouro, trazendo nas mãos o escudo e a lança Gungnir, que tem runas gravadas no cabo, montando seu famoso corcel de oito patas, Sleipnir, que tem a faculdade de cavalgar no espaço, por cima das terras e águas.


Disfarces



Em muitas passagens, descrevem-se as andanças de Odin, em que se apresenta sob o disfarce de um viajante baixo e de cabelos escuros, envolvido numa enorme capa azul ou cinza, com um chapéu de abas largas, quebradas acima do olho perdido e o outro olho negro faiscante, como nas baladas édicas Vafþrúðnismál e no Grímnismál, e com os nomes significativos de Gagnrad (o que determina a vitória), Grimnir (o disfarçado), além do Hávalmál (parte III) e nos Baldrs Draumar, respectivamente com os nomes Hár (o elevado, o eminente, o sublime) e Vegtam (o acostumado aos caminhos).

terça-feira, 11 de março de 2014

Vanir

Vanir ou Vanes é o nome do que é geralmente reconhecido como um dos dois panteões dos deuses na Mitologia nórdica, sendo que o outro é conhecido como os Æsir . Os Vanir lutaram com os Æsir na Guerra dos Deuses.
 
Os Vanir eram deuses nórdicos da prosperidade e mantinham as colónias longe do perigo. Algumas vilas construíam bonecos dos Vanir nos campos e pomares, tipos de espantalhos. Outras faziam sacrifícios humanos, sempre um homem e uma mulher, pois o Vanir precisa de um sacrifício anual de um casal para que ele mantenha a cidade próspera e longe de perigos, como pragas e secas. As pessoas que habitam a cidade protegida pelo Vanir precisam alimentar os casais antes de sua morte e encaminhá-los até o próximo pomar, onde se encontra o espantalho em homenagem ao deus pagão, que no início do ciclo da colheita, incorpora o espantalho e mata suas vítimas.
Os Vanir possuíam um conhecimento profundo das artes mágicas, de modo que sabiam também sobre o futuro

 Segundo a Mitologia Nórdica, o Vanir recebe seu poder de uma árvore sagrada e só pode ser destruído quando a árvore é queimada.
 
Os membros do panteão Vanir incluem Njorðr, Frey e Freyja. A classificação como Vanir de Skaði, de Lýtir, de Gerðr e de Óðr pode ser debatida. Skaði era uma giganta casada com Vanir (Njorðr); Gerðr também era uma giganta, por quem Frey ficou apaixonado, vendendo sua espada como pagamento para sua união com a deusa. No entanto, não está bem certo se esta união atingiu mais do que uma única reunião. Óðr é mencionado no Eddas muito rapidamente como o marido de Freya, mas nada mais é sabido realmente sobre quem era ele (embora se observe frequentemente que este era um dos nomes de Odin). Os deuses Njord e Frey aparecem na saga de Ynglinga de Snorri como reis da Suécia. Seus descendentes no trono sueco são reconhecidos como Vanir.
 
 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Fenrir



Na mitologia nórdica, Fenrir (em nórdico antigo: "morador do poço"), Fenrisulfr (em nórdico antigo: "lobo Fenris"), Hróðvitnir (em nórdico antigo: "lobo da fama"), ou Vánagandr (em nórdico antigo: "o monstro do rio Ván") é um lobo monstruoso.

Fenrir é o pai do lobos Skoll e Hati, Skoll é um lobo que persegue os cavalos Arvákr e Alsvid, os quais puxam a biga que carrega o sol, tentando comê-la (nessa mitologia, Sol era uma deusa). Hati, é um lobo que caçava a lua. Tanto Skoll quanto Hati alcançarão suas presas, devorando-as e iniciando o Ragnarök, que se trata do fim do mundo Nordico, mas este assunto tratarei em outra postagem. Fenrir é um filho de Loki, e é pressagiado para matar o deus Odin durante os eventos de Ragnarök, mas por sua vez, ser morto pelo filho de Odin Víðarr.
 
 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Changelings



No folclore europeu e na crença popular, uma criança trocada (em francês changelin ou changeon, e, em inglês, changeling) é a prole de uma fada, troll ou outra criatura lendária que foi deixada secretamente em troca de uma criança humana. A motivação para esta conduta parece vir do desejo de ter um serviçal humano, para ter o amor de uma criança ou por pura maldade. Algumas pessoas acreditavam que os trolls levavam crianças não batizadas. Pensava-se ainda que encantamentos simples, como deixar um casaco virado pelo avesso, era suficiente para manter as fadas afastadas.

A realidade por trás de muitas lendas de crianças trocadas parece ser o nascimento de crianças deformadas ou retardadas. Todavia, de acordo com algumas lendas, seria possível detectar uma criança trocada pelo motivo oposto: elas seriam muito mais inteligentes do que a média das crianças. Quando tais "substitutos" eram descobertos a tempo, os pais tinham de levá-los de volta para o lugar de origem. Em um conto dos irmãos Grimm, há um conto sobre uma mulher, que suspeitando que seu filho havia sido trocado, começou a fermentar cerveja numa casca de bolota. O "substituto" então gritou: sou velho como um carvalho dos bosques, mas nunca tinha visto fazer cerveja em bolota e depois desapareceu.
 
Existe ainda a crençe de que para acabar com um Changeling deve-se queima-lo, pois esse seria o unico meio de mata-lo. Outra crença é de que existam Mães Changelings, que trocam as crianças por seus filhos. A Mãe acaba devorando  as crianças humanas, anquanto os seus filhos se alimentam das mães humanas, sugando seu sangue um pouco por dia até estas estejam, literalmente, secas.
 
 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Fênix



A fênix  ou fénix (em grego clássico: ϕοῖνιξ) é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da fênix é sua força que a faz transportar em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Podendo se transformar em uma ave de fogo.

Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fênix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97 200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fênix queimava-se numa pira funerária. A vida longa da fênix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.

Suas lágrimas tem propriedades para curar qualquer tipo de doença ou ferida.

Os gregos parecem ter se baseado em Bennu, da mitologia egípcia, representado na forma de uma ave acinzentada semelhante à garça, hoje extinta, que habitava o Egito. Cumprido o ciclo de vida do Bennu, ele voava a Heliópolis, pousava sobre a pira do deus Rá, ateava fogo em seu ninho e se deixava consumir pelas chamas, renascendo das cinzas.

Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que a fênix vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97 200 anos.

De forma semelhante a Bennu, quando a ave sentia a morte se aproximar, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fênix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com ele à cidade egípcia de Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol.

Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de fênix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fênix, mas foi assassinado pouco tempo depois.

Atualmente os estudiosos creem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a fênix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.

Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erroneamente designado por fênix (Phoenix), a palmeira (Phoenix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.



  • A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da Antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca têm fim.
  • Para os gregos, a fênix por vezes estava ligada ao deus Hermes e é representada em muitos templos antigos. Há um paralelo da fênix com o Sol, que morre todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.
  • Os egípcios a tinham por "Bennu" e estava relacionada a estrela "Sótis", ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, que é pintada ao seu lado.
  • Na China antiga a fênix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude, da força, da liberdade, e da inteligência. Na sua plumagem, brilham as cinco cores sagradas.Púrpura, azul, vermelha, branco e dourado.
  • No início da era Cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou.
  • A bandeira da cidade de São Francisco mostra uma fênix, acreditado de estar um símbolo de renovação depois o sismo que devastou a cidade em 1906. A bandeira e o selo da cidade de Atlanta mostram uma fênix também.
  • No Acidente na mina San José em 2010, a cápsula que estava retirando um por um dos 33 mineiros foi chamada de Fênix, porque o resgate deles a uma profundidade muito funda de terra lembra a ressurreição da ave mítica das cinzas.